quinta-feira, 26 de abril de 2012

O viajante - Parte II

(Antes de começar a ler, leia a primeira parte deste conto aqui.)

Os momentos seguintes aconteceram num piscar de olhos. Foi tudo tão rápido que é difícil de acreditar que realmente tenha acontecido. Mas as cicatrizes em minha mente me lembram de que foi tudo real.

A senhora Williams finalmente se moveu. Foi na direção do homem parado na porta olhando diretamente para ela. Fiquei abismada. Tentei gritar, mas eu já não tinha mais voz. — Como ela poderia se dirigir ao viajante devorador de pessoas? —Pensei estarrecida.

Samara levantou-se abruptamente. Meus olhos se voltaram para ela, esquecendo-me completamente do perigo que corríamos com aquele sujeito à porta. — O que ela pretendia fazer? Atirar-se na frente da professora e salvá-la? Enfrentar o malfeitor? Ou apenas correr o mais longe possível passando de baixo das pernas dele? — Meus pensamentos começaram a se entrelaçar e eu já não sabia o que estava pensando.

Olhei novamente para o viajante. Ele estava ensopado. Seus cabelos pingavam em cima de seus olhos e a água percorria seu rosto rústico até cair no chão. Ele não piscava. Não se movia. Respirava lentamente, como se estivesse concentrado. Esperando o momento certo para atacar.

A senhora Williams se aproximava lentamente do homem, relutante e incrédula. Enquanto Samara, em transe, pegou a sua cadeira e foi em direção à porta em passos largos. Ela a carregava sem fazer muito esforço. Seu rosto permaneceu sério ao passar pela professora, que fora tirada do caminho por duas alunas, as quais pareciam saber exatamente o plano de Samara.

O viajante permaneceu estático. Mas sua expressão havia mudado, ele parecia assustado com a feição de Samara, que era muito assustadora. Faltava apenas um passo. Samara olhou nos olhos dele.

E com um golpe forte e preciso enfiou dois dos pés da cadeira de ferro no abdômen dele. O homem soltou um gemido abafado. Os outros dois pés da cadeira estavam ao lado de sua cabeça e passaram bem perto de suas orelhas. Samara puxou a cadeira ao ouvir o grito desesperado da professora Williams. E o golpeou novamente com frieza no olhar ao ver que o homem vomitara sangue no chão à sua frente.

—Não!!! – gritou a senhora Williams.

Levantei-me finalmente, corri até o meio da sala. Mas não sabia o que fazer. Minhas pernas tremiam. Cai no chão e pus-me a chorar. Todas as minhas colegas de classe tentavam segurar a senhora Williams. E Samara só se deu por satisfeita quando o homem caiu no chão sujo de sangue e parou de gemer.

Largou a “cadeira letal” no chão e voltou-se para a professora — Eu nasci preparada. — Disse em tom de voz firme.

Continua...

Finnegan.

2 comentários:

Onslaught disse...

yhul yhul!!!

Aew, quando eu tiver uma filha , ela vai ser que nem essa menina irada aew !!!
\o/
(detalhe que o nome tb vai ser o mesmo!!! ^^)

Valquíria Paula disse...

Ai, gente!!!
Eu não sabia se tremia, se ria ou se chorava. Episódio cheio de emoções kkkkkkkkkkkkk
Gostei, Dani!
Bjusss

palavrasdevalquiria.blogspot.com.br